sexta-feira, 13 de abril de 2012

Professores seguirão paralisados


Foto: Fábio Cortez/DN/D.A Press
Apesar da Justiça ter decidido pela ilegalidade da greve dos professores da rede municipal de ensino de Natal, a categoria decidiu ontem, em assembleia na sede da Assem, por unanimidade, pela continuação do movimento iniciado em 29 de março. Os professores também aprovaram o encaminhamento ainda hoje do pedido ao desembargador Expedito Ferreira, que decidiu pela ilegalidade do movimento grevista e imediato retorno ao trabalho, de transformação de sua decisão em mesa de conciliação entre a categoria e o município. Na programação da greve, os professores farão uma nova assembleia na próxima terça-feira, em frente ao Palácio Felipe Camarão, sede da Prefeitura de Natal.


Atendendo à ação impetrada pela Procuradoria do Município, o desembargador determinou a volta imediata da categoria ao trabalho sob pena de pagamento de multa diária de R$10 mil ao Sinte-RN. De acordo com a presidente Fátima Cardoso, esse comportamento da categoria já era esperado em função da intransigência do município que se recusa a negociar com os profissionais. "Além disso, os sindicalistas estão indignados com a posição adotada pela Justiça do Rio Grande do Norte que tem sempre decidido contra os professores do estado", disse ela. 

De acordo com os dados do Sinte, a greve está atingindo, no momento, cerca de 60% das escolas da rede municipal, número que a Secretaria Municipal de Educação (SME) discorda - segundo a secretaria, 54 Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) estão funcionando normalmente. Após o resultado da assembleia dos professores, há a expectativa do município tomar, agora, alguma medida para fazer cumprir a decisão judicial, bem como a fazer a programação da reposição das aulas não ministradas durante a paralisação. A intenção da SME é deixar que cada instituição discuta internamente como pretende fazer essa reposição. 

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