Fonte: http://www.tvrevolta.com.br/2012/09/revolta-especial-aluno-bate-em.html postado em 20/09/2012.
Aluno e professora trocam agressões em sala de aula no Boqueirão
Por causa de uma discordância em relação a notas de um trabalho escolar,
um aluno de 15 anos e sua professora de Inglês protagonizaram uma briga dentro
da sala de aula. O fato aconteceu em uma classe do 1º ano do Ensino Médio do
Colégio Santa Cecília, em Santos.
A briga entre professora e aluno atinge tal ponto que o adolescente
chega a ficar sem camisa, e outros alunos são obrigados a separá-los. Ainda no
chão, a professora segura uma perna do adolescente que, nesse momento, está em
pé, quase em cima dela.
Versão
O adolescente conversou com A Tribuna. T. alega ter sido agredido. Afirma que
errou ao pegar o diário, mas julga que a professora não poderia ter agido com
violência.
“A professora começou a gritar com todo mundo. A tirar ponto de quem fez a
lição e de quem não fez. Eu era uma das pessoas que tinham feito, mas ela tirou
um ponto meu e eu fui tirar satisfação com ela, e, nisso, ela começou a dar
chiliques. Aí, eu peguei o diário em que estavam marcadas as notas”, conta o
adolescente.
Ainda segundo o aluno, foi naquele momento que a professora de Inglês
foi para cima dele. “Ela me unhou e me deu um golpe de judô”.
De acordo com a mãe do garoto, o aluno nunca teve problemas com
professores, a não ser “problemas normais da idade. Briguinhas com colegas,
essas coisas”.
De acordo com o advogado da família do adolescente, Cláudio Augusto, o
garoto está abalado, e estão sendo estudadas as possibilidades de se ingressar
com um processo contra a escola e, também, contra a professora.
Colégio
O Colégio Santa Cecília foi procurado e, por meio de nota, o Departamento
Jurídico da instituição respondeu que, “sempre comprometida em agir com justiça,
a escola abriu procedimento disciplinar interno para apurar as
responsabilidades, garantindo aos envolvidos o sagrado direito de exercício do
contraditório e da ampla defesa. Após apresentação das manifestações, a escola
decidirá sobre as eventuais penalidades a serem aplicadas. Cautelarmente, os
envolvidos estão afastados, aguardando o resultado da apuração. Conhecemos a
trajetória e o comportamento da professora, que sempre mereceu nosso respeito,
e o histórico do aluno, assim como as versões dos que estavam presentes.
Estamos cientes das ações educativas e da posição do Conselho de Classe e,
tranquilos quanto à apuração da verdade, certos de que a justiça será feita”.