terça-feira, 24 de abril de 2012

PI: Aprovação de piso não acaba a greve dos professores

Fonte:http://180graus.com/zozimo-tavares/aprovacao-de-piso-nao-acaba-a-greve-dos-professores-517914.html

O Governo do Piauí nadou, nadou e corre o risco de se afogar no seco. A aprovação do novo piso do professor, aprovada ontem em regime de urgência na Assembleia Legislativa, por iniciativa do governo, não encerra a greve da categoria, deflagrada no primeiro dia de aula de 2012. Os ânimos ficaram ainda mais acirrados.

O projeto reajustando os salários dos professores foi aprovado com 8 votos contra e 18 a favor. A proposta desagradou aos professores por que, para atingir o valor do piso, de R$ 1.451, acabou com a regência, incorporada ao novo salário. A regência variava de R$ 230 a R$ 260. A relatora do projeto, deputada Belê Medeiros (PSB), explicou que o governo fez o que pôde.

Os deputados Marden Menezes (PSDB), Cícero Magalhães (PT), Evaldo Gomes (PTC), Firmino Filho (PSDB), João de Deus (PT) e Liziê Coelho (PTB), estes dois últimos da base governista, fizeram encaminhamento de voto contrário ao projeto do governo. Os parlamentares justificaram que o projeto governo retirou conquistas históricas dos professores, como a regência.

Marden Menezes apresentou um requerimento solicitando à Secretaria de Educação que envie para a Assembleia as prestações de contas do Fundeb de 2010 e 2011. Ele afirmou que "o Piauí vive um momento de crise profunda nos últimos dois meses, em razão da greve dos professores, que culminou com a perda do ano letivo para os alunos".
Evaldo Gomes acredita que o governo tem dinheiro bastante para pagar o piso nacional dos professores sem mexer com a regência. "O sindicato dos professores tem levantamento que indica que o Governo recebeu R$ 23 milhões a mais do que no ano passado”, informou. Firmino Filho citou os números que provam um aumento no envio da verba do Fundeb para o Piauí: R$ 23 milhões além dos R$ 86 milhões que vieram no ano passado.
Cícero Magalhães (PT) foi mais duro e disse que o Governo do Estado vem se apropriando indevidamente da verba do Fundeb desde janeiro e bancou covardia com os professores, ao retirar uma vantagem conseguida há mais de 40 anos, que foi a regência.
Mesmo sendo da base governista, o deputado João de Deus (PT) justificou que não poderia negar sua origem de petista e de criador do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Piauí. Nessa condição, não poderia, portanto, ficar contra a sua categoria. A deputada Liziê Coelho (PTB) também justificou que, "por uma questão de justiça", não ficaria contra uma categoria profissional tão digna de respeito como os professores. O outro voto da oposição foi o do deputado Luciano Nunes.

O governo se expôs - e expôs sua bancada - a mais um desgaste político por muito pouco

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